12.11.08
O FENOMENO " ARCO-ÍRIS" ( Continuação)
O precioso Salvador enviará auxílio exatamente quando dele necessitarmos. O caminho para o Céu acha-se consagrado pelas Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés, feriu os Seus. A cruz que somos chamados a carregar, Ele a levou antes de nós. O Senhor permite que venham os conflitos, a fim de prepararem a alma para a paz. O tempo de angústia é uma prova terrível para o povo de Deus; é, porém, a ocasião de todo verdadeiro crente olhar para cima, e pela fé verá o arco da promessa circundando-o.
Com brados de triunfo, zombaria e imprecação, multidões de homens maus estão prestes a cair sobre a presa, quando,
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eis, um denso negror, mais intenso do que as trevas da noite, cai sobre a Terra. Então o arco-íris, resplandecendo com a glória do trono de Deus, atravessa os céus, e parece cercar cada um dos grupos em oração. As multidões iradas subitamente se detêm. Silenciam seus gritos de zombaria. É esquecido o objeto de sua ira sanguinária. Com terríveis pressentimentos contemplam o símbolo da aliança de Deus, anelando pôr-se ao amparo de seu fulgor insuperável.
É ouvida pelo povo de Deus uma voz clara e melodiosa, dizendo: "Olhai para cima" (Luc. 21:28); e, levantando os olhos para o céu, contemplam o arco da promessa. As nuvens negras, ameaçadoras, que cobriam o firmamento se fendem e, como Estêvão, olham fixamente para o céu, e vêem a glória de Deus, e o Filho do homem sentado sobre o Seu trono. Divisam em Sua forma divina os sinais de Sua humilhação; e de Seus lábios ouvem o pedido, apresentado ante Seu Pai e os santos anjos: "Aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo." João 17:24. Novamente se ouve uma voz, melodiosa e triunfante, dizendo: "Eles vêm! eles vêm! santos, inocentes e incontaminados. Guardaram a palavra da Minha paciência; andarão entre os anjos"; e os pálidos, trêmulos lábios dos que mantiveram firme a fé, proferem um brado de vitória.
Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima
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da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. Agora, não como "Homem de dores", para sorver o amargo cálice da ignomínia e miséria, vem Ele vitorioso no Céu e na Terra para julgar os vivos e os mortos. "Fiel e verdadeiro", Ele "julga e peleja em justiça." E "seguiram-nO os exércitos no Céu". Apoc. 19:11 e 14. Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes - milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. "A Sua glória cobriu os céus" e a Terra encheu-se do Seu louvor. E o Seu resplendor era como a luz." Hab. 3:3 e 4. Aproximando-se ainda mais a nuvem viva, todos os olhos contemplam o Príncipe da vida. Nenhuma coroa de espinhos agora desfigura a sagrada cabeça, mas um diadema de glória repousa sobre a santa fronte. O semblante divino irradia o fulgor deslumbrante do Sol meridiano. "E no vestido e na Sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores." Apoc. 19:16.
GRANDE CONFLITO 632 - 636
Para que não acontecesse que a acumulação de nuvens e queda da chuva enchessem os homens de um terror constante, proveniente do medo de outro dilúvio, o Senhor graciosamente encorajou a família de Noé com uma promessa: "Estabeleço o Meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio; e que não haverá mais dilúvio para destruir a Terra. E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre Mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas. O Meu arco tenho posto na nuvem, este será por sinal do concerto entre Mim e a Terra. E acontecerá que, quando Eu trouxer nuvens sobre a Terra, aparecerá o arco nas nuvens. Então Me lembrarei do Meu concerto, que está entre Mim e vós, e ainda toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda a carne. E estará o arco nas nuvens, e Eu o verei, para Me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a Terra." Gên. 9:11-16.
Que condescendência da parte de Deus! Que compaixão pelo homem falível, colocar o belíssimo e variegado arco-íris nas nuvens, sinal do concerto do grande Deus com o homem! Este arco-íris devia tornar evidente a todas as gerações o fato de que Deus destruiu os habitantes da Terra por um dilúvio, por causa de sua grande maldade. Era propósito de Deus que, quando os filhos das gerações posteriores vissem o arco-íris nas nuvens e perguntassem a significação do glorioso arco que abrange os céus, seus pais lhes explicassem a destruição do velho mundo pelo dilúvio, porque as pessoas se entregaram a toda sorte de maldades, e que as
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mãos do Altíssimo tinham curvado o arco e colocado nas nuvens como um sinal de que Ele nunca mais enviaria um dilúvio de águas sobre a Terra.
Este símbolo nas nuvens deve confirmar a crença de todos e estabelecer sua confiança em Deus, pois é um sinal da divina misericórdia e bondade para com o homem; que, embora Deus tenha sido provocado a destruir a Terra pelo dilúvio, ainda Sua misericórdia circunda a Terra. Deus disse que quando olhasse para o arco nas nuvens Se lembraria. Não precisa fazer-nos compreender que Ele jamais Se esquece, mas fala ao homem em sua própria linguagem, para que o homem O possa compreender melhor.
HISTORIA DA REDENÇAO 70

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